quinta-feira

Ilha das Flores - Documentário

Este filme retrata a sociedade atual, tendo como enfoque seus problemas de ordem sociais, econômicas e culturais, na medida em que contrasta a força do apelo consumista, os desvios culturais retratados no desperdício, e o preço da liberdade do homem, enquanto um ser individual e responsável pela própria sobrevivência. Através da demonstração do consumo e desperdício diários de materiais (lixo), o autor aborda toda a questão da evolução social de indivíduo, em todos os sentidos. Torna evidente ainda todos os excessos decorrentes do poder exercido pelo dinheiro, numa sociedade onde a relação opressão e oprimido é alimentada pela falsa idéia de liberdade de uns, em contraposição à sobrevivência monitorada de outros. Obs:- Considerando todas as relações abordadas no filme e possibilidades de interpretações dos mais diferentes ângulos, recomenda-se uma análise do ponto de vista interdisciplinar.

A Menina que Odiava Livros

Animação indiana que conta a história de Nina, uma menina que não gostava de ler, mas que, ao se deparar com o rico universo da leitura, descobre uma nova realidade.

quarta-feira

Uma Ponte para Terabítia - Um pouco sobre esse belo filme

O grande ponto do filme é exigir que seu espectador utilize ativamente sua imaginação. Sem ela, o filme perde a graça.

Ponte para Terabítia é um filme infantil da melhor estirpe. Conta a história de dois amigos, ele um menino (Josh Hutcherson, de O Expresso Polar) de classe média baixa com cinco irmãs que sonha em ser corredor, ela (AnnaSophia Robb, de Meu Melhor Amigo) filha única de um casal de escritores liberais e que corre mais rápido do que ele. São vizinhos. Juntos, constróem uma casa no meio do bosque (Terabítia) e imaginam estórias que têm relação com o mundo (muitas vezes difícil) da vida real. Essas estórias vão ajudá-los a superar tristezas e dificuldades do dia-a-dia, além de contribuir para o processo de amadurecimento.
Dirigido pelo húngaro Gabor Csupo (animador que dirigiu Os Anjinhos, aqui em sua estréia na direção, digamos assim) com bela fotografia do veterano Michael Chapman (antigo colaborar de Martin Scorsese), foi produzido pelos mesmos idealizadores de As Crônicas de Nárnia: o Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa, com o apuro visual conhecido – os efeitos visuais ficaram a cargo da Weta Digital, a empresa responsável por O Senhor dos Anéis e King Kong.
O que o filme e seus efeitos especiais apresentam de melhor é justamente o fato de não mostrar monstros e bichos ameaçadores logo no início. Vai sugerindo. Do gigante, vemos somente o pé. Das aves predadoras, ouvimos os gritos. De Dark Master, o maléfico conspirador, só vemos as sombras. Assim como nas crianças do filme, é necessário usar a imaginação para “completar” as cenas. Ou ainda, sem ela, não é possível sequer que o filme exista. Essa é a lição do filme: exercitar o uso da imaginação.
A escritora Katherine Paterson escreveu o livro que dá origem ao filme em 1976 depois da trágica morte de uma grande amiga de seu filho mais novo. A história é permeada por uma tristeza pungente e, como foi bem dirigido na tela, o resultado é comovente. Há uma referência à Crônicas de Nárnia, o livro, nas páginas de Ponte de Terabítia, quando a menina dá exemplo de obras que continham histórias de fantasia. No Brasil, Paterson foi traduzida pela badalada escritora Ana Maria Machado e tem outros três livros publicados no país pela editora Salamandra: Duas Vidas, Dois Destinos e O Mestre das Marionetes.
O filme não subestima as crianças. Difere realidade e ficção com sofisticação e mostra a dura vida de um casal sem muita grana para criar seis filhos. O menino recebe sermões e é chamado a ajudar na organização da casa. Sofre com a ausência paterna. Apaixona-se pela professora de música e apanha dos maiores da escola. Essa comunicação tão honesta com o público infantil talvez seja inédita nas telas, pelo menos no nível da franqueza. Chega até a incomodar um pouco, no bom sentido, em se fazer um filme para crianças tão triste e sério. Mas quando Terabítia, a terra mágica, começa a surgir (ela só se revelará por completo na última cena), nós os adultos céticos, já estaremos conquistados pela magia “realista” do filme, imagine as crianças!!!!!!!.  
Filmado na Nova Zelândia, o filme tem duas grandes cenas: a reconciliação do pai e filho – quando se revela o maior segredo da narrativa – e quando o menino resolve compartilhar Terabíta a sua irmã mais nova, uma implicante e ferina garota que se tornará a nova rainha da terra imaginária. É quando ele constrói a tal ponte do título. Impossível não se emocionar.
Quem optar por ver o filme dublado, as vozes são do casal Rafael Almeida e Pérola Faria, o que pode sugerir um suposto namoro entre as personagens que não existe no filme original.

Uma Ponte para Terabítia - Trailer

Nível Alfabético

CARACTERÍSTICAS


·         Descoberta da necessidade de mais de uma letra para representar cada “sílaba oral”

·         Compreensão da constituição alfabética das sílabas correspondência fonema/grafema em todas as suas unidades.

·         Há uma fase na qual oscila entre a hipótese anterior (silábica) e a alfabética – SILÁBICA ALFABÉTICA.

·         Estabilidade das categorias lingüísticas (letra, palavra, frase, etc.); levanta hipóteses sobre a separação das palavras no texto.

·         Ampliação do reconhecimento do som das letras.

·         A escrita ganha estabilidade.

·         Esforço lógico de raciocínio sobre a relação som/grafia – (arbitrariedade do sistema ortográfico).

·         Não há domínio das convenções ortográficas – ênfase na escrita fonética.

Nivel Silábico


Principais características – nos aspectos gráficos e construtivos

Ø Começa a perceber a existência de uma relação entre a oralidade e a escrita.
Ø Elabora hipóteses sobre essa relação.
Ø Principal avanço em relação ao nível anterior, no eixo quantitativo: e estabelece que para cada sílaba oral, grafa-se um sinal ou letra (depende do seu conhecimento/contato com as letras do alfabeto).
Ø A criança descobre que tudo pode ser escrito, não apenas substantivos concretos.
Ø Supera o realismo nominal – a palavra não vincula-se mais aos aspectos figurativos do objeto.
Ø Superação da visão global da palavra (passa a considerá-la por segmentos).
Ø Superam a fantasia de que as letras pertencem aos referentes .
Ø No eixo qualitativo:  as partes sonoras semelhantes das palavras passam a ser grafadas com letras semelhantes.
Ø Algumas crianças, no início dessa correspondência som/grafia, “apegam-se” às vogais, outras às consoantes.
Ø A escrita passa a adquirir estabilidade.

CONFLITOS QUE PODEM REMETER A OUTRO NÍVEL

Ø Sua escrita ainda não pode ser lida pelos outros.
Ø Não consegue ler a escrita do adulto – sobram letras.
Ø Confronto entre sua escrita silábica e a de palavras memorizadas é frustrante.
Ø Conflito na escrita de monossílabos – rompe o critério básico da quantidade mínima de letras para que algo seja “legível”.
Ø Descobre que não basta uma letra para cada sílaba oral, mas essa relação quantitativa entre som/grafia é um mistério.
Ø Depara-se com a questão ortográfica – a relação entre letra e som não é monogâmica .

Nível Pré-Silábico de Escrita

Principais características – nos aspectos gráficos e construtivos

        
“1ª fase” – não há distinção entre o modo de representação icônico e não-icônico


Ø Acredita que só é possível escrever o que tem existência concreta.
Ø Não estabelece qualquer relação entre fala e escrita, como resultado não percebe/distingue as categorias lingüísticas (letras, sílabas, palavras, etc.).
Ø  Acredita que só é possível ler textos com gravuras.
Ø As letras/palavras/textos podem ser compreendidos como etiquetas da gravura/desenho.
Ø Não distingue letras de números.
Ø A “escrita” deve espelhar atributos/características dos objetos – realismo nominal.

“2ª fase” – diferenciação entre desenho e escrita

Ø Inicialmente escreve com sinais idiossincráticos/garatujas – arbitrariedade das formas e ordenação das mesmas.
Ø Usa sinais únicos para escrever palavras diferentes.
Ø Podem aparecer escritas com o uso de letras convencionais.
Ø A ordem das letras na palavra não é importante.

“3ª fase” – critérios de diferenciação da escrita

Intra-figura (*)
Ø Eixo quantitativo: só pode ser lido o que for escrito com 3 ou mais letras.
Ø Eixo qualitativo: é necessária uma variação interna – se a escrita repetir “o tempo todo a mesma letra, não pode ser lido” – AAA não vale.

Inter-figura (*)

Ø Eixo quantitativo: variar a quantidade de letras de uma escrita para outra, para obter escritas diferentes -
Ø (as vezes) Eixo qualitativo: variar o repertório de letras de uma escrita para outra, variar a posição das mesmas letras sem modificar a quantidade.
Ø A escrita pré-silábica não tem estabilidade.

CONFLITOS QUE REMETEM AO PRÓXIMO NÍVEL


Impossibilidade de leitura da escrita – pelos outros e por ele próprio
Percepção de que há estabilidade nas palavras escritas pelos adultos.
 

PRINCIPAIS OBJETIVOS DA DIDÁTICA DO NÍVEL PRÉ-SILÁBICO 
Ø Macro-vinculação do que se fala/pensa com o que se escreve.
Ø Distinção entre letras/números.
Ø Distinção entre imagem/ilustração X texto.
Ø Memorização de escritas significativas – fonte de estudos/comparações para gerar desequilíbrio e construção de novas hipóteses.

Psicogênese da Língua Escrita


A Psicogênese da Língua Escrita, estudo desenvolvido por ela e por Emilia Ferreiro e Ana Teberosky no final dos anos 1970, trouxe novos elementos para esclarecer o processo vivido pelo aluno que está aprendendo a ler e a escrever. A pesquisa tirou a alfabetização do âmbito exclusivo da pedagogia e a levou para a psicologia. "Mostramos que a aquisição das habilidades de leitura e escrita depende muito menos dos métodos utilizados do que da relação que a criança tem desde pequena com a cultura escrita".

quarta-feira

Professora Amanda Gurgel silencia deputados e secretária de educação no RN

O vídeo abaixo mostra a professora  Amanda Gurgel em uma audiência pública apresentando aos presentes o real retrato da educação no Rio Grande do Norte, e diga-se de passagem muito, muitíssimo parecido ao retrato da educação no Brasil. Me senti contemplada na fala da colega Amanda, como também muito triste em observar o mesmo discurso derespeitoso por parte dos responsáveis pela educação do nosso país.



domingo

EU GOSTO!

Eu Gosto...

...de andar pela rua, bater papo, de lua e de amigo engraçado.
Eu gosto do volume, do perfume, do ciúme, do desvelo e de abraço apertado.
Eu gosto de artistas diversos de crianças de berço e do som do atchim.
Tem gente, muita gente que eu gosto, que eu quase aposto que não gosta de mim.


 

Eu gosto de quem sempre acredita a violência é maldita e já foi longe demais.

 

Eu gosto de inventar melodia, da palavra poesia e de palavra com til.
Eu gosto é de beijo na boca, de cantora bem rouca e de morar no Brasil.
Eu gosto assim de quem é eterno de quem é moderno e de quem não quer ser.
Eu gosto de varar madrugada, de quem conta piada e não consegue entender.
Eu gosto de quem quer dar ajuda e acredita que muda o que não anda legal.
Eu gosto é de ver coisa rara. A verdade na cara é do que gosto mais.
Eu gosto porque assim vale a pena, a nossa vida é pequena e tá guardada em cristais.
Eu gosto é que Deus cante em tudo e que não fique mudo morto em mil catedrais

quinta-feira

Feliz Olhar Novo!!!!!!!!!!

Caríssimos e caríssimas.

Recebi esta mensagem e achei tão linda, profunda e significativa que resolvi dividir com vocês!

Um novo ano se aproxima e com ele todas as esperanças de realizações não concretizadas no ano que se finda renascem, assim como o ano, são renovadas.
Aqui faço uso das palavras de Carlos Drummond de Andrade e vos desejo um FELIZ OLHAR NOVO a partir deste novo ano.



FELIZ OLHAR NOVO!!!
(Carlos Drummond de Andrade)

O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho da sua história.

O grande lance é viver cada momento como se a receita da felicidade fosse o AQUI e o AGORA. Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o pneu fura, chove demais... Mas, pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia? Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho?

Quero viver bem! Este ano que passou foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões. Normal. Às vezes se espera demais das pessoas. Normal. A grana que não veio o amigo que decepcionou o amor que acabou. Normal.

O ano que vai entrar não vai ser diferente. Muda o ano, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas e aí? Fazer o quê? Acabar com seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?

O que eu desejo para todos nós é SABEDORIA!

E que todos saibamos transformar tudo em uma boa experiência! Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado. Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim.. Entender o amigo que não merece nossa melhor parte. Se ele decepcionou, passe-o para a categoria 3, a dos amigos. Ou mude de classe, transforme-o em colega. Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém.

O nosso desejo não se realizou? Beleza, não tava na hora, não deveria ser a melhor coisa pra esse momento (me lembro sempre de um lance que eu adoro):

CUIDADO COM SEUS DESEJOS, ELES PODEM SE TORNAR REALIDADE.

Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano. Não adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade as coisas ficam diferentes.

Desejo para você esse olhar especial.

O ano que vai entrar pode ser um ano especial, muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso. Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro. O ano que vai entrar pode ser o bicho, o máximo, maravilhoso, lindo, espetacular... ou... Pode ser puro orgulho! Depende de mim, de você! Pode ser. E que seja!!!

Feliz olhar novo!!! Que o ano que se inicia seja do tamanho que você fizer.

Que a virada do ano não seja somente uma data, mas um momento para repensarmos tudo o que fizemos e que desejamos afinal sonhos e desejos podem se tornar realidade somente se fizermos jus e acreditarmos neles!!!"

quarta-feira

Receita de Ano Novo - Carlos Drummond de Andrade




Receita de ano novo
 

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

FELIZ ANO NOVO - QUE VENHA 2011!

terça-feira

Literatura e Valores Permeiam os Temas Vencedores do Primeiro Concurso Projetos e Prática do Programa Cidade Educadora

Postado por rafael.bonfim às 15h15
22 de dezembro de 2010  no blog texto e contexto Aymará endereço eletrônico http://www.aymara.com.br/blog/?p=4255#respond
Literatura e valores permeiam cases vencedores do 1º Concurso Projetos e Práticas do Programa Cidade Educadora
Com a colaboração de Mônica Santanna e Verônica Macedo

As escolas municipais Doutor Orlando Imbassahy, Madre Judite, Santa Bárbara, Cidade de Itabuna, Deputado Cristóvão Ferreira e Armando Carneiro da Rocha foram as vencedoras do 1º Concurso Projetos e Práticas do Programa Cidade Educadora, promovido pela Aymará Edições e Tecnologia, em parceria com a Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer do Município de Salvador (SECULT). A cerimônia foi realizada em Salvador e as escolas receberam troféus, máquinas fotográficas digitais, notebook e um projetor multimídia.
As escolas desenvolveram trabalhos produzidos por alunos e professores que abordaram meio ambiente com o cotidiano da sociedade unindo a teoria com a prática. Participaram do projeto professores e escolas do 1.º ao 5.º ano do Ensino Fundamental I da Rede Municipal de Salvador.
O Concurso contemplou duas categorias principais: a Categoria Escola, contou com 67 inscritos, e a Categoria Professor, com 183 inscritos. Essa última categoria ainda foi subdividida entre os 5 níveis de ensino do Fundamental I.

Público que acompanhou a premiação do 1o Concurso Projetos e Práticas
Público que acompanhou a premiação do 1o Concurso Projetos e Práticas
O secretário municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, João Carlos Bacellar, disse que o prêmio foi o reconhecimento do trabalho desenvolvimento pelo agente de transformação da sociedade, que é o professor municipal. “Os professores mostraram com seus trabalhos como conseguiram resgatar a cidadania e a auto estima das crianças. E o resultado foi magnífico”, afirmou.
Para o coordenador pedagógico da SECULT, Manoel Calazans, o concurso foi uma experiência exitosa e que deu visibilidade as ações desenvolvidas com maestria pelos profissionais da rede municipal de Salvador. “Acredito que na edição do próximo ano o número de inscrições vai dobrar porque é um canal para divulgar o que está sendo produzido nas escolas municipais”, disse.
Um dos projetos que mais chamou a atenção e que recebeu o primeiro lugar na categoria professor – 1º ano, foi o da Escola Municipal Doutor Orlando Imbassahy, “Viagem da Vida”. O objetivo da atividade foi a produção de textos autobiográficos escrito pelos alunos. As atividades focaram a construção das habilidades de leitura e escrita, com o objetivo de desenvolver a expressão de ideias, sentimentos, necessidades e desejos.
Na mesma categoria também foram contemplados os projetos “Um dia seremos idosos. É melhor respeitar”, da Escola Municipal Madre Judite, com foco em cidadania; “Ação por um mundo melhor”, da Escola Municipal Santa Bárbara, trabalho voltado ao meio ambiente; “De pingo em pingo de ponto em ponto: eu também faço história”, da Escola Municipal Cidade de Itabuna, de incentivo à leitura e “Eu, você e mais alguém: Você se torna responsável por tudo aquilo que cativas”, da Escola Municipal Deputado Cristóvão Ferreira, com foco em cidadania.

Professora recebe prêmio das mãos de André Caldeira, Diretor Presidente da Aymará
Professora recebe prêmio das mãos de André Caldeira, Diretor-Presidente da Aymará
Na categoria escola o vencedor foi o projeto “Corrente do Bem”, da Escola Municipal Armando Carneiro da Rocha, com abordagem dos temas como construção de valores e atitudes, conteúdos essenciais da formação dos alunos. Neste projeto foram abordados temas que envolveram meio ambiente, preconceito e até bullying.
Neste concurso 250 trabalhos foram inscritos. A intenção dos organizadores foi reconhecer, valorizar e divulgar o trabalho de professores e escolas e mostrar que o sucesso de um projeto se deve ao esforço conjunto de profissionais direta e indiretamente envolvidos no processo, possibilitando que as ações desenvolvidas e as aprendizagens alcançadas sejam vistas num âmbito muito mais amplo que o da sala de aula. Os Projetos e Práticas do Programa Cidade Educadora vêm reafirmar que a educação pode transformar pessoas, escolas e cidades.
O diretor presidente da Aymará, André Caldeira, revelou que o Concurso foi um desafio aos professores municipais e um incentivo para que sejam mostrados na prática os projetos desenvolvidos no Programa Cidade Educadora. “São ações que impactam a comunidade e possibilitam criar novos modelos de alunos a partir da leitura e da literatura. Serão cidadãos que aprendem a ler o mundo”, enfatizou.

Equipe de Atendimento Pedagógico de Salvador acompanha a premiação
Equipe de Atendimento Pedagógico de Salvador acompanhou a premiação

sábado

Dica de Filme - Fahrenheit 451


O que seria de sua vida se você não tivesse o direito de ler?

Fahrenheit.451 é um filme imperdível de François Truffaut de 1966 . É baseado num livro de Rad Bradbury de 1953. Nele, num futuro remoto, a inusitada função dos bombeiros, espécie de exército a serviço de uma ditadura, é queimar todos os livros do mundo.

Neste futuro hipotético, os livros e  toda forma de escrita são proibidos por um regime totalitário, sob o argumento de que fazem as pessoas infelizes e improdutivas. Se alguém é flagrado lendo é preso e "reeducado". Se uma casa tem muitos livros e um vizinho denuncia, os "bombeiros" são chamados para incendiá-la. Montag é um desses bombeiros. Chamado para agir numa casa "condenada", ele começa a furtar livros para ler. Seu comportamento começa a mudar, até que sua mulher, Linda, desconfia e o denuncia. Enquanto isso, ele mantém amizade com Clarisse, uma mulher que conhecera no metrô.

Ela o incentiva e, quando ele começa a ser perseguido, ela o leva à terra dos homens-livro,  rebeldes conspiradores, caçados por todo o país que tem a função de gravar na memória o texto de um clássico da literatura universal, formando uma seita subversiva que arregimenta clandestinamente seguidores.

Fahrenheit 451 - Trecho do Filme


Fahrenheit 451 por anaerthal no Videolog.tv.

sexta-feira

Educomunicação - Reflexões Iniciais


A escola apresenta distintos espaços comunicativos, apesar destes não serem  aproveitados em toda a sua potencialidade.  É sabido que as coletividades  cognitivas se auto organizam, se compõem e se transformam a partir das trocas, da comunicação dos indivíduos que dela fazem parte.  Assim, é urgente repensar o espaço da escola e como os processos comunicativos são construídos dentro desta.   Posto isso, a escola deve procurar refletir como a ciência e a tecnologia se inserem em seu ambiente, e mais como estes podem e devem fazer parte dos processos educativos de forma significativa e constante.
Nesse sentido, pensar  e buscar meios para a implementação de possibilidades  de práticas que levem ao exercício da educomunicação  um conjunto das ações inerentes ao planejamento, implementação e avaliação de processos programas e produtos destinados a criar e fortalecer ecossistemas comunicativos em espaços educacionais ou virtuais. SOARES, 2002, 25., é fundamental. Assim, nos educadores temos que perceber a comunicação como um diálogo e a inter-relação comunicação educação como uma práxis pedagógica baseada na colaboração, união, organização e síntese cultural.

Soares, Ismar de Oliveira. Lei de Diretrizes e Bases e a Comunicação do Sistema de Ensino. Revista Comunicação& Educação, São Paulo. 2002 . p. 25 – 26.

segunda-feira

Dislexia - Vídeo

Dislexia - Vídeo exibido no Fantástico

Dislexia

A dislexia é uma das mais comuns deficiências de aprendizado. Segundo pesquisas realizadas, 20% de todas as crianças sofrem de dislexia – o que causa com que elas tenham grande dificuldade ao aprender a ler, escrever e soletrar. Pessoas disléxicas – e que nunca se trataram – lêem com dificuldade, pois é difícil para elas assimilarem palavras. Disléxicos também geralmente soletram muito mal. Isto não quer dizer que crianças disléxicas são menos inteligentes; aliás, muitas delas apresentam um grau de inteligência normal ou até superior ao da maioria da população.

A dislexia persiste apesar da boa escolaridade. É necessário que pais, professores e educadores estejam cientes de que um alto número de crianças sofre de dislexia. Caso contrário, eles confundirão dislexia com preguiça ou má disciplina. É normal que crianças disléxicas expressem sua frustração por meio de mal-comportamento dentro e fora da sala de aula. Portanto, pais e educadores devem saber identificar os sinais que indicam que uma criança é disléxica - e não preguiçosa, pouco inteligente ou mal-comportada.

A dislexia não deve ser motivo de vergonha para crianças que sofrem dela ou para seus pais. Dislexia não significa falta de inteligência e não é um indicativo de futuras dificuldades acadêmicas e profissionais. A dislexia, principalmente quando tratada, não implica em falta de sucesso no futuro. Alguns exemplos de pessoas disléxicas que obtiveram grande sucesso profissional são Thomas Edison (inventor), Tom Cruise (ator), Walt Disney (fundador dos personagens e estúdios Disney) e Agatha Christie (autora). Alguns pesquisadores acreditam que pessoas disléxicas têm até uma maior probabilidade de serem bem sucedidas; acredita-se que a batalha inicial de disléxicos para aprender de maneira convencional estimula sua criatividade e desenvolve uma habilidade para lidar melhor com problemas e com o stress.

sábado

EDUCAR... Rubem Alves

O que é EDUCAR??!!!


Educar é estabelecer uma troca com o educando. Educar não é um ato de "doação" de conhecimento, mas um processo que se realiza no contato do homem com o mundo vivenciado, o qual não é estático, mas dinâmico e em transformação contínua.

A relação vertical, onde o educador é superior ao educando deve dar lugar à relação dialógica, a qual supõe troca, pois "os homens se educam em comunhão, mediatizados pelo mundo. " Para Paulo Freire, educador já não é aquele que apenas educa, mas o que, enquanto educa, é educado, em diálogo com o educando, que ao ser educado, também educa ...".

O saber construído dessa forma percebe a necessidade de transformar o mundo, porque assim os homens se descobrem como seres históricos.

Para Paulo Freire, educar é construir, é libertar o homem do determinismo, passando a reconhecer o papel da História e onde a questão da identidade cultural, tanto em sua dimensão individual, como em relação à classe dos educandos, é essencial à prática pedagógica proposta. Sem respeitar a identidade do educando, sem levar em conta as experiências vividas pelo educandos antes de chegar à escola, o educador não terá êxito na sua tarefa, e o processo será inoperante, consistirá em meras palavras despidas de significação real.
É um "ensinar a pensar certo" como quem "fala com a força do testemunho". É um "ato comunicante, co-participado", de modo algum produto de uma mente "burocratizada".

O educador deve incentivar a curiosidade do educando valorizando a sua liberdade e a sua capacidade de aventurar-se.

Então vamos?  Aventure-se!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Quem sou eu?!

Não me peça pra mudar... Eu sou assim, metade menina metade mulher, metade sonho e a outra metade o que poderia ser além de sonho?

Sou pura sensibilidade, poesia em prosa ou em verso, sou esse universo de pieguice literária. Sou a falta de vergonha de dizer quem sou. Sou impulsiva. Quando falo, falo muito, quando irrito querem me matar... Quando não o querem, me amam! Sou essa potencialização de sentimentos. Hora explodo para não implodir, hora nada detono. Sou intensa. Tudo quero muito quando quero... Quando não gosto, desprezo. Quando amo, amo MUITO.

Não me peça pra mudar... Eu sou assim, metade grande e a outra metade? Crescendo!

Sou completamente destemida, não penso duas vezes quando quero colo, peço! Sou contrária a certas regras impostas onde fortes são os que não se curvam. Sou flexível. Irremediavelmente pronta a ceder. Sou frágil, quebro a toa, mas sou teimosa, me conserto, remendo, emendo, colo, costuro... Sou criativa!

Não me peça pra mudar... Eu sou assim.